A comida japonesa pode ser mais calórica do que você imagina. Conheça seus benefícios e saiba quais cuidados devem ser tomados com essa culinária

Por Nathália Henrique

Benefícios e cuidados com a comida japonesa

Foto: SXC

A culinária japonesa conquistou o gosto dos brasileiros, mas diferente do que muitos imaginam, alguns pratos estão longe de serem saudáveis e pouco calóricos, pelo contrário, podem causar insônia, fadiga e até intoxicação alimentar. “O problema está na adaptação da comida japonesa para adequar ao paladar do brasileiro. O arroz feito aqui, por exemplo, é preparado com muito açúcar, já o consumido na culinária oriental o paladar é bem mais suave”, afirma Talitta Maciel, nutricionista do Espaço Reeducação Alimentar.

Sushis, sashimis e temakis podem esconder calorias perigosas. Ainda mais se o consumo for exagerado, como ocorre nos rodízios. “A conta é simples, cada sushi tem em média 47 kcal, então se você comer 10 peças, por exemplo, você estará consumindo cerca de 470kcal”, alerta. Segundo Talitta, o consumo frequente de peixe cru pode diminuir a absorção da vitamina tiamina, conhecida como B1. “A deficiência dessa vitamina pode causar insônia, fadiga, mal estar, sintomas de pressão baixa. A minha orientação é que o consumo comida japonesa não ultrapasse mais de uma vez na semana”, afirma. A nutricionista listou os benefícios e cuidados com comida japonesa. Confira! 

Prefira

Rico em vitaminas: Opte pelo consumo de peixes brancos, atum, salmão e cogumelos, eles são 
ricas fontes de proteína, além de fontes de vitamina A, D e E, e também cálcio, sódio e zinco. Os pratos assados como salmão e anchova também são bem vindos.

Digestão nota 10: Chá verde pode ser uma boa opção para ajudar na digestão após a refeição. 
Assim como o gengibre, o indicado é consumi-lo no início e durante a refeição.

Hora certa de comer: Na hora do almoço é liberado o consumo um pouco maior de peças. “Mas se for a noite, dê preferencia para os pratos sem fritura e reduza as preparações com arroz”, afirma Talitta.

Aliado da saúde: O wassabe deve ser colocado durante a preparação do arroz com o peixe, pois ajuda na função higiênica, e evita que o peixe entre em estado de putrefação, além de ser um tempero natural.

Algas do bem: Elas são importantes para o bom funcionamento da tireoide por serem ricas em 
iodo, além de possuir baixas calorias.

Menos calorias: Opte na hora do pedido, retirar maionese, cream cheese, chocolate, leite condensado, essa é uma boa estratégia para economizar calorias. “uma unidade de sashimi contém certa de 20kcal, se for acrescentado a maionese esse valor pode dobrar”, revela.

Evite

Cuidado com o salmão: Peixes em cativeiro muitas vezes são alimentados com rações que contém corantes para dar cor ao tom da carne. Confiar no restaurante é importante, principalmente na seleção dos fornecedores.

Fique atenta: Legumes de risco! Apesar de levar saudáveis legumes – como abobrinha (que contém vitamina A, C e ácido fólico, além de baixas calorias) e cenoura (fonte de betacaroteno, fibras e potássio) ou camarões (rico em proteína, vitamina B6 e folato) –, o tempurá deve ser consumido com moderação. Afinal, os alimentos são envolvidos em uma massa mole, feitos a partir de farinha de trigo branca, óleo e ovo e são fritos, contendo excesso de calorias e gordura.

Intoxicação: “É preciso verificar se o “sushi man” está utilizando touca, e possui outros procedimentos de higiene ao manusear os alimentos.”, alerta Talitta. O mais confiável é ir a restaurantes muito frequentados, pois assim garante uma rotatividade de peixes e diminui o risco de consumir alimentos estragados. Diarréia, náuseas, vômitos, cólicas e câimbras abdominais são alguns dos sintomas da intoxicação alimentar.

Do que é feito o Kani? Errou se você acredita ser carne de caranguejo. O kani, muito utilizado na culinária japonesa, é feito de uma massa de peixe branco, cheio de amido de trigo, estrato de algas, glutamato monossódico, corante alimentício para deixar vermelho, açúcar, clara de ovo e sal. Portanto, um temaki de salmão, por exemplo, é mais saudável do que o feito com kani.

Fuja do shoyu: Ele é rico em sódio (sal) e, em excesso, pode ser prejudicial. O organismo utiliza uma série de recursos para manter o equilíbrio dos líquidos do corpo. Quando os níveis de sódio ficam altos no sangue, ocorre a liberação de alguns hormônios, resultando na retenção de líquidos, podendo agravar casos de hipertensão, peso e celulite.