Depois de sofrer com a acne na adolescência, a gente imagina que vai parar de ser atormentada por esse incômodo. Contudo, muitas mulheres crescem e continuam (ou passam) a sofrer com as espinhas. Entenda as causas e conheça os melhores tratamentos para acne na fase adulta

Texto Marcela Zanetti e Helô Oliveira | Adaptação Ana Paula Ferreira

Mudanças na alimentação e produtos de beleza podem ser causa de espinhas no rosto.

Foto Shutterstock

Sofrer com espinhas na puberdade não é ok, mas é previsível, faz parte da idade. Agora imagine quando a acne chega em uma fase da vida em que a gente não contava com ela. Por uma conjunção de motivos diferentes, esse é o drama de cerca de 35% das mulheres acima dos 30 anos, que sofrem com a acne adulta (também chamada de acne tardia ou da maturidade). Depois dos 40 anos, a incidência cai para 26%. 

Assim como na adolescência, andar por aí com espinhas mexe com a autoestima, as emoções e a vida social de qualquer mulher. “Se ela tem tendência a desenvolver depressão, é possível que a questão estética acabe atuando como agravante”, observa a dermatologista Leandra Metsavaht, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia. 

No desespero para se livrar do problema, muitas mulheres exageram na maquiagem para disfarçar as lesões, cedem à tentação de espremê-las e testam receitas caseiras duvidosas. Também é comum escapar do dermatologista por pura vergonha. Todas essas são atitudes que só acabam piorando a situação.

Como identificar o problema

Mudanças pontuais na alimentação e nos produtos de beleza que você usa podem fazer com que apareçam espinhas no rosto. Mas não quer dizer que se trata da acne tardia. Entenda as diferenças entre os dois tipos para buscar a solução certa.

Acne comum
Onde: Testa e bochechas
Como é: Varia de uma pessoa para outra. Pode surgir como lesões infl amadas, com formação de secreção, mas também de forma mais discreta, que desaparecem em poucos dias.

Acne adulta
Onde: Mandíbula, queixo, pescoço, costas e colo
Como é: Aparecem geralmente na forma de pápulas (lesões inflamadas, arredondadas, endurecidas e altas) e pústulas (avermelhadas e com secreção) e podem ser doloridas.

Tratamento 

Um conjunto de técnicas deve entrar em campo quando o objetivo é combater a acne adulta. “Sessões de luz intensa pulsada mostram-se uma ótima alternativa para a acne ativa, assim como para a eliminação de cicatrizes recentes deixadas por lesões”, avalia Cláudia Magalhães. “Tratamentos orais, como a isotretinoína (em doses menores do que normalmente empregadas na adolescência) e pílulas anticoncepcionais (como coadjuvante) costumam trazer bons resultados para contra-atacar o problema”, acrescenta João Carlos. Para casos mais agudos, o ácido retinoico, derivado da vitamina A que promove a renovação celular, também é eficiente – e ainda influencia a produção de colágeno, o que interfere na firmeza facial e combate a rugas e linhas finas.

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