Você sabia que dentro da área oca dos ossos, há um núcleo esponjoso denominado como medula óssea, no qual pode ocorrer a produção de linfócitos em demasia e surgir a Leucemia Linfoide Crônica (LLC - tipo de câncer denominado como crônico devido ao modo lento que células cancerosas se multiplicam)? Entenda tudo sobre a doença

 

Saiba tudo sobre a Leucemia Linfoide Crônica (LLC)

Temas ligados aos tipos de câncer são estudados incesantemente, despertam muitos questionamentos e, não poderia ser diferente, por isso, para sabermos um pouco mais sobre Leucemia Linfoide Crônica (LLC), consultamos Karina Fontão, Diretora Médica da biofarmacêutica AbbVie no Brasil. Fique por dentro:

1.   O que é leucemia?
Leucemia é um tipo de câncer no sangue e na medula óssea.  Geralmente é causado pela rápida produção de glóbulos brancos no sangue - os glóbulos brancos ‘normais‘ são as células sanguíneas que combatem infecções. São vários tipos de glóbulos brancos, sendo neutrófilos e linfócitos os mais conhecidos. Os quatro tipos principais de leucemia são classificados conforme o tipo de célula sanguínea que dá origem à leucemia (mielóide ou linfóide) e a rapidez da progressão do sangue (aguda ou crônica). A leucemia linfocítica crônica é um dos tipos mais comuns em adultos.

A leucemia linfocítica crônica ocorre quando o organismo produz linfócitos em excesso e que não funcionam de forma adequada. Com o passar do tempo, estes linfócitos anormais se acumulam no sistema linfático e podem causar nódulos linfáticos maiores e inchados e um maior risco de infecções. O sistema linfático é uma rede de transporte de fluídos contendo glóbulos brancos que combatem as infecções no organismo. Estes linfócitos anormais também prejudicam a capacidade da medula óssea de produzir os outros tipos principais de células sanguíneas - os glóbulos vermelhos e as plaquetas - dando origem a alguns dos sintomas da leucemia linfocítica crônica. "A baixa contagem de glóbulos vermelhos leva a falta de ar, cansaço e fraqueza. A baixa contagem de plaquetas leva ao aparecimento de hematomas espontâneos e hemorragia, destaca.

2. Qual a diferença entre Leucemia Linfoide Crônica e Leucemia Linfoide Aguda?
As leucemias agudas apresentam rápida progressão e as leucemias crônica são de progressão lenta - isto é, o paciente pode conviver por vários anos com a leucemia crônica. Existem 4 tipos de leucemia - aguda/crônica, Mieloide/Linfoide.

3. Qual a faixa etária mais atingida?
A leucemia linfocítica crônica é típica de adultos, aparecendo a partir dos 55 anos. É duas vezes mais frequente em homens do que mulheres.

4. Quais são os sintomas?
Falta de ar, cansaço, fraqueza, aparecimento espontâneo de hematomas e hemorragias.

5. Quais são os tipos de tratamento?
A escolha do tratamento depende da idade do paciente, da extensão e gravidade da doença. Tratar a LLC pode incluir: observação atenta (verificação se há agravamento ou não da doença), quimioterapia, imunoterapia, terapia-alvo (que combate somente as células cancerígenas) e transplante de medula (em alguns tipos de leucemia). Os tratamentos podem ser comprimidos para uso oral ou drogas de uso endovenoso.

"Em julho de 2018, a Anvisa aprovou no Brasil o primeiro inibidor de BCL-2 (‘venetoclax‘), uma terapia-alvo de uso oral. A BCL-2 é uma proteína que pode estar em excesso nas células leucêmicas de pacientes com LLC. Esta proteína evita a morte natural de algumas células, incluindo linfócitos. Fatores que bloqueiam morte natural das células podem causar crescimento celular descontrolado. Ao inibir parte da função desta proteína, venetoclax (AbbVie) leva as células do tumor à morte", comenta e finaliza: "Vale ressatar que embora o tratamento da LLC seja considerado um desafio tanto para médicos como para os pacientes. Nos últimos anos houve um grande avanço na compreensão da origem da LLC e da forma como ela se instala e evolui. A partir disso, foi possível o desenvolvimento de tratamentos que alteram o prognóstico da doença e trazem mais qualidade de vida aos pacientes".

*Por Kelly Miyazzato / Ilustração Divulgação / Agradecimentos à Karina Fontão, Diretora Médica da biofarmacêutica AbbVie no Brasil / IBAM - Congresso Ibero-americano de Leucemia Linfocítica Crônica (LLC).