Para pegar aquela cor no verão, é preciso primeiro cuidar da sua pele com protetor solar

Por Heloísa Noronha/ Adaptação Rebecca Nogueira Cesar

Saiba como escolher o protetor solar na hora de comprar

Saiba qual é a quantidade de protetor solar para cada parte

do corpo

Foto: Fábio Mangabeira 

Compre bem

Há muitas opções nas prateleiras dos supermercados, perfumarias e farmácias. Na hora de escolher um protetor solar, siga estas dicas: 

Corporal 
Facilidade para espalhar é fundamental. “Imagine aplicar um filtro solar no corpo todo, e a cada duas horas, que não desliza facilmente quando tentamos espalhá-lo?”, pondera a dermatologista Patricia Fagundes (SP).Quem pratica esportes precisa de um produto com boa aderência.Versões em spray devem ser aplicadas em uma quantidade maior.

Facial
Verifique se o produto é mesmo para o rosto. Analise o veículo — creme, gel ou sérum. A textura em gel é a melhor para as peles oleosas, enquanto os cremes funcionam bem nas ressecadas. Os séruns são fluidos e podem se adaptar a todo tipo de pele. Veja se o produto é comedogênico. Na dúvida, opte por aquele que tem substâncias antioxidantes.

Ambos
“Verifique no rótulo se ele informa o valor de PPD, sigla de Persistent Pigment Darkening, que é uma medida da capacidade de um protetor solar evitar danos causados pela radiação UVA”, recomenda Kátia Volpe. O valor de FPS indica a proteção anti-UVB, e o valor de PPD indica a proteção anti-UVA. Um estudo feito nos EUAEUAEUA em 2009 indica que o PPD tem de ser 30 ou mais.

A polêmica da vitamina D

Importantíssima para a saúde dos ossos, a vitamina D é estimulada pelo sol. Alguns especialistas vêm defendendo, porém, que essa síntese só acontece em nosso organismo se tomarmos sol sem proteção. Ou seja, sem filtro solar. “Existem vários estudos a respeito da quantidade de exposição solar necessária, pois há muitas variantes, como as diferenças de idade e de tipos de pele e a latitude, já que os países temperados têm menor quantidade de irradiação solar e invernos mais longos. Como regra geral, cerca de 10 a 20 minutos de exposição diária, em uma pequena parte do corpo descoberta, é suficiente, mas não há consenso se o uso dos filtros acarretaria menor produção de vitamina D”, explica o dermatologista Sérgio Schrader Serpa. “Em meu ponto de vista, no Brasil, um país ensolarado, dificilmente não vamos nos expor o suficiente para produzir a vitamina D necessária. Isso vale principalmente para as pessoas mais jovens. Os mais idosos podem fazer a reposição por meio de ingestão oral”, argumenta. Para as preocupadas com uma provável falta de vitamina D no organismo, no futuro, a dermatologista Patricia Fagundes dá uma excelente receita: “Ingerir cerca de dois copos de leite fortificado ao dia pode ser suficiente para prevenir a deficiência de vitamina D, sem depender do sol”, alerta. “Vale destacar que a vitamina D também está presente em grande quantidade em peixes como bacalhau e salmão”, completa a médica.