A hora de beijar também é a hora de tomar alguns cuidados com a higiene, já que a saliva é um meio de transporte para diversos tipos de bactérias e vírus

Texto: Arlete Codo | Foto: Pexels

No dia 13 de abril, é comemorado o Dia do Beijo. Seja na balada ou no quentinho do sofá,  esse ato é uma das demonstrações mais intensas de afeto entre os casais. No entanto, apesar do beijo ser prazeroso, é preciso ficar atento a algumas dicas de saúde para que ele não se transforme em um “vilão”. E um bom encontro não acabe no hospital. Afinal, a saliva é um meio de transporte para diversos tipos de bactérias e vírus.  

O beijo pode ser uma porta de entrada e saída para doenças como a mononucleose, herpes, candidíase e gripes. Um estudo realizado, em 2014, na Holanda indicou que um único beijo de dez segundos pode transferir até 80 milhões de bactérias. A pesquisa sobre o tema foi divulgada na publicação de ciência Microbiome e 21 casais participaram. Os pesquisadores também descobriram que os parceiros que se beijam ao menos nove vezes por dia possuem populações similares de bactérias em suas línguas, mas não na saliva. 

Por isso, é essencial tomar alguns cuidados de higiene. É o que afirma o Dr. Edmilson Pelarigo, Diretor Clínico da OrthoDontic, maior rede de clínicas de ortodontia do Brasil.  

Pensando nisso, o especialista separou cinco dicas para aqueles que não dispensam um bom beijo, mas não querem deixar de lado os cuidados com a saúde. Veja abaixo:  

Higiene
Quando o assunto é beijo, ao cuidarmos da nossa saúde bucal, nos atentamos à saúde do próximo também. Manter uma rotina de higienização adequada evita o acúmulo excessivo de bactérias, que podem resultar em cáries ou doenças periodontais severas. Utilizar sempre o fio dental, realizar a escovação na língua e nas gengivas são hábitos indispensáveis.  

Não compartilhe objetos de higiene bucal
É possível juntar as escovas e não compartilhá-las. Muitos casais costumam dividir escovas de dentes e, frequentemente, o hábito se estende às crianças da família. Esta prática é contraindicada, pois, em matéria de transmissão de bactérias, o compartilhamento de escovas atua como o beijo. É recomendado, inclusive, que não haja contato entre os utensílios, ou seja, nada de utilizar o famoso “copinho” para armazená-los. 

Imunidade
Os microrganismos da flora bucal de uma pessoa podem se manifestar de forma diferente na boca de outra, principalmente se o seu sistema imunológico estiver deficiente. Cuidar do corpo e da qualidade de vida, de forma geral, mantém a imunidade alta e evita que as bactérias e vírus transmitidos durante o beijo atuem de forma agressiva no organismo. 

Visitas ao consultório
Muitas pessoas procuram o dentista apenas quando já estão com um problema grave, mas o hábito de visitar o consultório pode ser uma medida preventiva. Além de identificar no início doenças, que podem ter consequências graves, o especialista pode realizar uma limpeza profissional, que é recomendada a cada seis meses.  

Não ignore sintomas
De modo geral, a troca de bactérias ocasionada pelo beijo não representa grande ameaça, mas negligenciar o aparecimento de lesões ou doenças periodontais pode resultar contaminação sanguínea, fazendo com que os microrganismos cheguem ao coração.