Saiba quais são os cuidados necessários para prevenir a contração de doenças no salão

Texto Ivonete Lucirio | Adaptação Rebecca Nogueira Cesar

salão

É preciso tomar alguns cuidados para não contrair doenças

no salão

Foto: Danilo Borges

No salão: os perigos começam por manicures desavisadas que não esterilizam seu material.

Nada de forninho, que mata apenas parte dos micro-organismos. É preciso colocá-los em autoclaves, aparelhos que higienizam os objetos usando vapor de água com alta temperatura e pressão. Segundo os dermatologistas, a mania da brasileira de retirar a cutícula abre a porta para a entrada de uma série de micro-organismos perigosos, principalmente o vírus da hepatite C, se o alicate carregar alguma gota, ainda que invisível, de sangue infectado por outra cliente. Hipoteticamente, o vírus da aids também pode ser transmitido dessa forma, embora não seja muito comum.

Quanto aos potes onde ficam de molho os pés e as mãos são caldeirão perfeito para os fungos. “Há também bactérias que adoram locais úmidos, como as pseudômonas, que deixam as unhas com aspecto esverdeado”, diz Fernanda Casagrande, dermatologista da Academia Americana de Dermatologia (RS).

Os riscos para o cabelo são mais estéticos. Você deve conhecer bem os estragos provocados pelos produtos químicos. Os pentes e as escovas não são dos mais nocivos. “Pura lenda que transmitem caspa, que tem a ver com a oleosidade do couro”, garante Ligia Colucci.

Prevenção
Tenha seu próprio kit de unhas, não use o do salão. Os potes com água devem ser forrados por um plástico e trocado a cada cliente. Se isso não acontecer, garanta que sejam limpos com álcool 70 GL (desinfetante).

Revista Corpo a Corpo | Ed. 300