Se não for feito da maneira correta, o procedimento pode causar uma série de problemas ao corpo. Veja quais são os perigos da criolipólise

Texto Ana Paula Ferreira | Foto Danilo Borges

A criolipólise consiste na queima da gordura através do resfriamento,

resultando na perda de medidas
Foto Danilo Borges

Como não amar a ideia de um tratamento estético que promete mandar embora a gordura localizada? A criolipólise – procedimento que consiste no resfriamento e queima da gordura –, chegou com tudo e conquistou mulheres e homens. Contudo, é muito importante se atentar aos perigos que ela oferece ao corpo caso não seja feita da forma certa. 

“O princípio da criolipólise é promover a redução da gordura localizada através do resfriamento controlado do tecido adiposo, causando paniculite fria e, assim, a morte das células de gordura”, explica a esteticista Estela Schülter, de São Paulo. “Caso ela não seja feita de maneira correta, a cliente pode ter bolhas, queimaduras e até necrose do tecido da região tratada, danos estes causados pela baixa temperatura do equipamento”, alerta.

A dica para evitar possíveis problemas com o procedimento é se atentar aos cuidados que a profissional deve ter antes, durante e após a sessão.“Antes de iniciar o resfriamento, a esteticista deve fazer uma boa avaliação, que inclui analisar tipo de gordura, prega cutânea, qualidade do tecido e, sobre tudo, certificar-se que tanto o equipamento quanto a manta protetora tenham registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)”, explica Estela. 

Depois, é preciso checar o vácuo do equipamento e se a manta protetora tem sobras para fora em todos os lados do cabeçote da máquina. Não se esqueça: a pele nunca deve entrar em contato direto com o cabeçote! Já ao fim do resfriamento, a esteticista deve fazer uma massagem suave na área tratada para que reestabeleça a circulação periférica da região que foi afetada pela baixa temperatura. “Se a cliente sentir dor intensa ou o cabeçote perder o vácuo durante o procedimento, ele deve ser retirado e posicionado novamente. Já caso a manta protetora se rompa, é necessário trocá-la para que a pele não tenha contato direto com o cabeçote do equipamento”, aponta a profissional. 

Atenção às contraindicações

Optar por um procedimento que promete acabar com as gordurinhas indesejadas é tentador, não é mesmo? Mas fique atenta! Jamais se submeta ao tratamento sem antes passar pela avaliação que vai indicar se você é apta ou não a utilizar a máquina. “Há algumas contraindicações para a criolipólise como diabetes, crioglobulinemia, hipersensibilidades ao frio, gravidez, feridas, infecções, doenças autoimunes, prega mínima de 3 cm de gordura, dermatites, cicatriz na região, excesso de gordura visceral, esteatose hepática, lactante, entre outras”, alerta Estela.