Por Caroline Randmer | Foto Shutterstock | Adaptação web Ana Paula Ferreira


De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 80% da população mundial tem ou terá pelo menos um episódio de dor lombar durante a vida. No Brasil, o problema é a segunda causa que mais incapacita pessoas de irem trabalhar — a primeira é a cefaleia. 

A boa notícia é que o 13º Congresso Brasileiro para Estudo da Dor, promovido pela Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED), reuniu profissionais para discutir o problema. Entre a produção de medicações que atuam em diferentes alvos do sistema nervoso, procedimentos minimamente invasivos, novos modelos de exercícios e estimulação magnética transcraniana, o tratamento da dor lombar tem evoluído em praticamente todas as áreas. "Os avanços da ciência, especialmente da neurociência, permitiram o desenvolvimento de novas tecnologias, o que tem um reflexo direto na criação de novos tratamentos e na qualidade de vida dos pacientes com lombalgia", avalia Artur Padão Gosling, fisioterapeuta e mestre em Ciências pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (RJ).

A mais nova solução veio lá do outro lado do mundo: da Austrália. Pesquisadores desenvolveram um método que previne e acaba de vez com as dores na coluna lombar e cervical: a Estabilização Segmentar Vertebral.  O tratamento é realizado por meio de exercícios específicos e com o auxílio de um equipamento chamado Unidade Pressórica de Biofeedback. "Esse aparelho faz com que os músculos mais profundos da região, responsáveis por estabilizar a lombar, a pélvica e a cervical, voltem a contrair de forma correta", explica Ana Gil, diretora do Espaço Ana Gil, do Rio de Janeiro (RJ).

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Texto Natasha Franco | Edição Isabela Leal | Foto Getty Image | Adaptação web Ana Paula Ferreira



É comum todo mês nos depararmos com aquele incômodo ou até uma dor um pouco mais forte, porém suportável, causada pela cólica. Contudo, de acordo com a ginecologista Cintia Pereira, uma dor muito intensa pode sinalizar problemas mais sérios e sugere a procura imediata de um especialista, para que ele possa investigar a origem.

Confira abaixo as possíveis causas da dor excessiva:

Endometriose: é uma doença que leva à proliferação do endométrio tanto para a musculatura uterina quanto para outros locais fora do útero [região pélvica, ovários, intestino, reto, bexiga e peritônio (membrana que reveste o abdome)], causando dores, menstruação retrógrada e até problemas de imunidade.

Miomas uterinos: eles são tumores benignos que crescem no útero e são classificados conforme o local em que crescem, podendo resultar em problemas como a infertilidade. Há maiores chances de aumentar a dor, mas principalmente nos casos em que são grandes, levando ao aumento considerável do volume uterino.

Infecções do trato vaginal: essa região é constituída pela sucessão de cavidades (tubas de Falópio, cavidade uterina, endocérvice e vagina). Quando há uma doença inflamatória pélvica, um quadro infeccioso causado por uma bactéria que atinge essa região, ela causa dores, entre outros problemas para a saúde.

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Por Diego Benine | Foto Shutterstock | Adaptação Ana Paula Ferreira



Mais incidente nas mulheres do que nos homens, a infecção urinária costuma aparecer quando a imunidade do corpo está baixa. A maioria dos casos tem origem nas bactérias da flora intestinal, as quais passam pelo canal da uretra e caem na bexiga, provocando a infecção.

Dor no baixo ventre na hora de urinar, vontade frequente de ir ao banheiro e micção com odor desagradável são alguns dos sintomas da doença. Veja algumas medidas simples que ajudam a evitar o problema: 

1. Hidratação: é imprescindível beber muito líquido (de preferência, água e bebidas naturais) para manter o aparelho urinário em atividade e, dessa forma, eliminar as impurezas do organismo.

2. Não reter a urina: uma vez que a doença é causada por uma bactéria, quanto mais a urina estiver parada, mais os agentes infecciosos vão proliferar na bexiga.

3. Higienização: quando for ao banheiro, limpe-se no sentido da frente para trás, de modo a evitar que as bactérias migrem do ânus para a vagina. Além disso, faça a limpeza da região genital antes e depois de ter relações sexuais.

4. Consuma vitamina C: os alimentos ou suplementos ricos nessa substância diminuem a acidez da urina. Uma das melhores opções é o suco de cranberry.

Via Revista VivaSaúde | Ed. 125

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Por Ana Paula Ferreira | Foto Shutterstock



Quando o assunto é dieta, existem dois tipos de pessoas: as que seguem o cardápio à risca e as que, por mais que tentem, não conseguem manter a alimentação saudável por muito tempo. Se você se identifica mais com a segunda situação, saiba que não está sozinha.

Um estudo realizado com mais de 2.400 pessoas pela Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – concluiu que 80% dos brasileiros tentam comer direito, mas não conseguem. De acordo com a pesquisa, as principais queixas são: 

1. 57% não melhoram a alimentação por falta de dinheiro.
2. 36% dizem não ter tempo para organizar um cardápio equilibrado.
3. 37% não resistem aos doces, embutidos e frituras.
4. 28% acham difícil demais modificar os hábitos.

Além disso, o estudo constatou que 73% dos participantes estão com um índice de massa corporal (IMC) maior do que o recomendado e apenas 4% deles consideram ter hábitos saudáveis. Então se você acredita que não está levando uma vida saudável, nunca é tarde para começar. Afinal, é difícil, mas não impossível. ;)

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Texto Thainá Zolim | Foto Shutterstock | Adaptação web Ana Paula Ferreira



Que corridas e caminhadas são sinônimos de saúde não nenhuma é novidade. Porém, um estudo realizado pela revista científica Nature Running confirmou que além dos diversos benefícios que essa prática traz, ela ainda pode proteger sua coluna, já que a prática fortalece o disco intervertebral. 

“O estudo mostra ser benéfico ao andar e correr na faixa de 5 a 9 km/h. Menos do que isso ou mais não traz benefícios à coluna”, explica o cirurgião especialista em coluna vertebral e presidente da Sociedade Brasileira da Coluna da Regional São Paulo, Vinicius Benites. 

Segundo estatísticas da Organização Mundial de Saúde, 80% da população apresentará dor nas costas em algum momento, sendo essa uma das dores mais comuns no mundo. Portanto, começar a prevenir o problema pode ser uma boa opção.

Via Revista Dieta Já! Ed. 267

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Texto Natasha Franco | Edição Isabela Leal | Foto Shutterstock | Adaptação web Ana Paula Ferreira



Ter o ciclo menstrual desregulado é um problema muito comum. E geralmente essa irregularidade menstrual é consequência de alterações hormonais. A principal causa é a falta de ovulação. “Mas outros fatores orgânicos podem levar a sangramentos anormais, como pólipos e miomas no interior do útero ou mesmo o câncer uterino”, explica Joji Ueno, doutor em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e diretor da Clínica GERA (SP). 

Nos casos de atrasos, as pacientes que apresentam ovários policísticos têm como sintoma a falta de ovulação e o aumento dos hormônios. O médico explica que essas características acarretam, por vezes, a supressão dos ciclos.

Para um diagnóstico adequado, é preciso consultar um ginecologista para que ele possa avaliar, por meio de exames específicos, a origem do problema. Uma vez descoberta a causa, o tratamento pode ser cirúrgico ou medicamentoso. Quando se excluem as patologias mencionadas, o uso de pílula anticoncepcional pode ser indicado.

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Por Diana Cortez | Fotos Arquivo Pessoal | Adaptação web Ana Paula Ferreira



Foi a partir dos 18 anos que a publicitária e blogueira Juliana Lira de Almeida Fávero, de Sumaré (SP), começou a engordar. “Saía para comer e beber com amigos e o namorado e fui perdendo o controle do meu peso. Também iniciei a faculdade à noite e trabalhava durante o dia. Com a correria, acabava me alimentando muito mal, com lanches e refeições rápidas”, conta. Dessa maneira, chegou a ganhar 10 quilos em um pouco mais de um ano. 

Foram seis anos levando a vida assim, até que, em 2010, uma amiga do trabalho a incentivou a seguir uma dieta funcional acompanhada por uma nutricionista. “Tirei o glúten e a lactose da minha vida por dois anos e eliminei 15 kg. Mantive esse peso até 2013.” Mas logo Juliana voltou para a sua alimentação habitual e, aos poucos, foi engordando. “Em um ano, eu recuperei todos os quilos que havia perdido. Fiquei desesperada e triste, pois tinha voltado à estaca zero. Então, comecei a ler e a entender um pouco mais sobre alimentação para descobrir o que eu fazia de errado e por que era tão difícil me manter magra.” 

Foi quando Juliana percebeu que deveria praticar exercícios para ganhar massa magra e manter o metabolismo acelerado — aliado a uma alimentação saudável. Ela, então, passou a treinar musculação quatro vezes por semana, apostou no HIIT (treino intervalado de alta intensidade) nos outros dois dias e buscou ajuda de uma nutricionista esportiva. A partir daí, passou a prestar atenção na qualidade dos alimentos que consumia e a experimentar pratos saudáveis que nunca tinha comido antes, como couve-flor. 

Hoje, as principais refeições incluem uma porção de proteína, uma de carboidrato complexo (mandioca, milho, mandioquinha ou arroz integral), uma de legumes de cor laranja  (abóbora ou cenoura) e folhas verdes à vontade. “Nos lanches sempre consumo um carboidrato,  com proteína e gordura boa (castanhas, queijo ou abacate)”, revela. Dessa maneira, Juliana conseguiu eliminar 13 quilos em sete meses. Em seu perfil no Instagram (@blog_dajuli), ela usa a sua história pessoal para motivar pessoas a encontrarem um ponto de equilíbrio entre corpo, saúde e autoestima.

Os segredos do sucesso de Juliana

Fartura do bem

“Tenha em casa opções de alimentos saudáveis, como frutas, cereais e iogurte sem açúcar. Assim, você não corre o risco de sair da dieta.”

Não pratique o dia do lixo

“Deixar de ter uma alimentação equilibrada um dia inteiro ou todo fim de semana pode prejudicar todo o esforço.”

Varie o cardápio

“Procure experimentar novas receitas saudáveis sempre!  Variar os sabores ajuda a se manter na linha por mais tempo.”

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Por Carol Salles | Foto Shutterstock | Adaptação web Ana Paula Ferreira

A sensação de contentamento e bem-estar libera no cérebro endorfina e dopamina, dois neurotransmissores capazes de inibir o apetite e diminuir a compulsão por doces, álcool e outros alimentos de alto teor calórico, como pizzas e lanches rápidos. “Já o contrário, ou seja, o estresse, a infelicidade, aumenta os níveis de cortisol, um hormônio que favorece o acúmulo de gordura na região abdominal”, explica Tassiane Alvarenga, endocrinologista e metabologista, de Passos (MG).

Por isso, ter uma vida equilibrada e satisfatória é essencial para o controle do peso. Segundo a médica, existem quatro pilares principais para se alcançar a plenitude. “Fazer atividades físicas de três a cinco vezes por semana, alimentar-se de maneira saudável, diminuindo a ingestão de ingredientes que causam ansiedade, como açúcar refinado e cafeína, controlar o estresse de maneira consciente, com técnicas como a meditação, e ter boas noites de sono”, enumera a médica.

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Por Caroline Randmer | Foto Shutterstock | Adaptação web Ana Paula Ferreira

 

No Brasil, são diagnosticados quase 60 mil novos casos por ano de câncer de mama e, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o número anual de mortes por conta da enfermidade gira em torno de 15 mil. Mas não precisa se assustar, afinal o segredo para que você não faça parte dessa estatística está, literalmente, em suas mãos.  “O autoexame deve ser feito todos os meses, sempre depois da menstruação. O certo é palpar a mama em movimentos espirais desde o mamilo até a axila, sentindo todo o tecido”, ensina Vivian Schivartche, médica radiologista do CDB Medicina Diagnóstica e CDB Premium, de São Paulo (SP). 

Se perceber alguma área dura ou bolinha, procure seu ginecologista ou mastologista. “Toda doença diagnosticada precocemente tem maior chance de cura e probabilidade de requerer tratamentos menos invasivos”, conta a especialista. E já que estamos falando do assunto, aproveite e agende uma mamografia. “O exame ainda é a melhor forma de diagnosticar o problema e deve ser realizado anualmente”, finaliza Vivian Schivartche.

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Texto Natasha Franco | Edição Isabela Leal | Fotos Getty Image



Toda mulher sabe que muitas vezes a vida precisa ser programada de acordo com o calendário, porque os hormônios da menstruação afetam o corpo de diversas formas ao longo dos ciclos de cerca de 28 dias. Até que a menstruação aconteça, tanto o emocional como o físico podem sofrer. E as cólicas menstruais, também conhecidas como dismenorreia, são protagonistas nesta história toda, ou seria melhor chamá-las de vilãs? “Essas dores pioram progressivamente e apresentam a característica de serem intermitentes, ou seja, não contínuas, como se apertassem algum órgão na sua pelve”, define a ginecologista e obstetra Viviane Monteiro, do Rio de Janeiro (RJ). 

Realmente, elas não parecem espasmos sem causa. De fato, o útero está se contraindo, e isso ocorre devido à ação de substâncias específicas. “São as prostaglandinas que geram contrações descoordenadas do útero com consequente isque mia (falta de oxigênio) do músculo e acúmulo de outras substâncias que estimulam as fibras nervosas existentes na região, gerando dor”, considera a ginecologista e acupunturista Elba Lúcia Wanderley, diretora de ensino do Colégio Médico de Acupuntura de Pernambuco (PE).

As dores são mais comuns nos primeiros dias da menstruação e podem ser acompanhadas por queda da pressão arterial, vômitos e desmaios, além de diarreia e até um leve desconforto ao urinar.

Quando buscar ajuda

Por sorte, existem algumas medidas que ajudam a conviver melhor com esse sofrimento. No entanto, quando elas não funcionam, é importante buscar um especialista, pois pode ser um problema mais grave. “Essas dores são consideradas excessivas quando passam a interferir na rotina diária da mulher, impedindo que consiga trabalhar ou estudar”, fala a ginecologista Cintia Pereira, da Rede de Hospitais São Camilo (SP). 

Veja abaixo maneiras eficazes de aliviar cólicas menstruais. Quando as práticas sugeridas aqui não funcionam, é o momento de procurar um ginecologista.

1. Escolha o anticoncepcional certo

Todo anticoncepcional com hormônios (como o DIU medicado, a pílula, o anel vaginal e até os adesivos) pode atuar reduzindo as cólicas menstruais. “O uso desses métodos bloqueia a ocorrência dos ciclos hormonais naturais da mulher e, dessa forma, diminui muito a cólica”, explica Cintia Pereira. Já o DIU de cobre não é indicado, podendo até mesmo aumentar o fluxo menstrual e as dores dessa fase.

2. Suspenda o cigarro o mais rápido possível

Fumar traz uma série de substâncias nocivas ao organismo, incluindo a nicotina, que possui, entre outros efeitos, o poder de reduzir o calibre dos vasos sanguíneos. “Esse efeito vasoconstritor atua na musculatura lisa de vários órgãos, tendo a capacidade de potencializar o quadro de cólicas”, fala a ginecologista Viviane Monteiro. Mais um motivo para deixar esse hábito para trás.

3. Aposte em massagens locais

Quando bem-feitas (leia-se: por profissionais), podem trazer diversos benefícios. “Os movimentos que estimulam as fibras nervosas periféricas, por meio de uma série de mecanismos envolvendo o sistema nervoso periférico e central, desencadeiam várias ações benéficas: analgésica, calmante e relaxante muscular”, enumera a ginecologista Elba Lúcia Wanderley. No entanto, se mal aplicadas, podem piorar o quadro; por isso, tome cuidado na escolha do massagista.

Não acabou por aqui, não! Se você quer conhecer outras maneiras eficazes de aliviar cólicas menstruais, basta garantir a edição 345 da Corpo a Corpo! Então corra para a banca ou adquira a sua CORPO aqui treino → https://goo.gl/Gqj97g

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Por Ana Paula Ferreira | Foto Shutterstock 



Criado na década de 1990 como forma de estimular a participação da população no controle do câncer de mama, o Outubro Rosa se tornou um dos mais fortes e conhecidos movimentos em prol da saúde no mundo. Todo ano, a data é celebrada com o intuito de compartilhar novas informações sobre a doença, assim como conscientizar as mulheres sobre os exames preventivos, o diagnóstico precoce e a importância do tratamento e, assim, contribuir para a redução da mortalidade por câncer de mama.

“A prevenção começa com o diagnóstico precoce do tumor por meio de visitas regulares ao ginecologista para análise visual e palpação das mamas, realização de ultrassom, mamografia a partir dos 40 anos e, em alguns casos, ressonância magnética como método complementar de investigação”, explica Mônica Stiepcich, patologista sênior do Fleury Medicina e Saúde e especialista em câncer de mama. “As mulheres com histórico familiar como mãe, avós, irmãs ou primas que tiveram câncer de mama, devem iniciar o rastreamento antes – por volta dos 30 anos, ou mesmo antes dessa idade nas pacientes com mutações genéticas de alto risco”, completa ela.

Para você ficar por dentro dos números acerca da doença, Mônica listou 8 dados importantes sobre o câncer de mama. Confira:

1. 50% dos diagnósticos de câncer de mama no Brasil são realizados em estágio avançado.

2. Se diagnosticado precocemente, as chances de cura são de 90%.

3. 57% novos casos de câncer de mama são descobertos anualmente.

4. O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por aproximadamente 28% dos casos novos a cada ano. Relativamente raro antes dos 35 anos, a sua incidência cresce progressivamente acima desta idade, especialmente após os 50 anos. O INCA (Instituto Nacional de Câncer) estimou que seriam 58 mil novos casos diagnosticados somente em 2016. 

5. A chance de ter câncer de mama até os 70 anos é de mais ou menos 1 a cada 8 mulheres. 

6. O câncer de mama é mais comum em mulheres a partir dos 40 anos, com pico de incidência entre os 50 e 65 anos.

7. A chance de ter câncer de mama abaixo dos 30 anos é em torno de 1 a cada 1600 mulheres. 

8. O rastreamento com exames de imagem (mamografia, ultrassom e ressonância magnética) nas pacientes com mutações de alto risco (por exemplo, BRCA1 ou 2, com forte história familiar) deve se iniciar aos 30/35 anos ou cinco anos antes da idade do caso mais precoce da família, de acordo com os guidelines da ONG NCCN (National Comprehensive Cancer Network).

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Por Carol Salles | Foto Shutterstock | Adaptação web Ana Paula Ferreira



Ainda não é hora de ser mãe? Sem problemas. Cada vez mais comum, o congelamento de óvulos é uma alternativa viável para mulheres que desejam engravidar, mas acreditam que ainda não chegou o momento certo. “A prática garante a qualidade deles, ou seja, se uma mulher tem bons óvulos e engravidaria com facilidade, ela vai manter essa perspectiva. Porém, para isso, é importante realizar o procedimento até os 35 anos”, diz Eduardo Motta, obstetra do Centro de Reprodução Humana do Hospital Santa Joana, de São Paulo (SP). 

É relativamente simples: consiste na aspiração dos folículos dentro do ovário, com o auxílio de um ultrassom e uma leve sedação. Antes, é preciso estimular a ovulação com injeções de hormônios por dez dias. Na hora de engravidar, a gestação só será possível por meio de uma fertilização in vitro e, ainda assim, não é 100% garantida. “Para mulheres abaixo dos 35 anos, a taxa de sucesso por tentativa é de 50%. Dos 36 aos 39, esse número cai para 40% e, após os 40 anos, é menor que 20%”, explica o médico. A técnica de congelamento não apresenta riscos para as mulheres nem para os bebês.

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Por Isabela Leal | Foto Getty Image | Adaptação web Ana Paula Ferreira



Quer a receita da longevidade? Quem prescreve é a bióloga americana Elizabeth Blackburn, Prêmio Nobel de Medicina em 2009, por suas descobertas a respeito dos telômeros e sua relação com o envelhecimento. 

Mas o que são telômeros? São estruturas presentes nas extremidades dos cromossomos humanos (células que contêm o DNA) e que, à medida que o tempo passa, vão ficando mais curtos. Essa redução compromete a renovação celular, a qualidade e a expectativa de vida. Portanto, a senha é preservar essas terminações “em bom tamanho” para viver feliz e com saúde e ter hábitos e pensamentos saudáveis para mantê-los alongados. 

“Depressão, estresse e ansiedade representam riscos para a manutenção do comprimento dos telômeros e podem acelerar o processo de envelhecimento celular”, explica Thais Rabanea, psicóloga especializada em neuropsicologia pelo Centro de Diagnóstico Neuropsicológico (CDN). “O modo como enfrentamos os desafios da vida são cruciais para manter o comprimento dessas células e, consequentemente, prevenir doenças, retardar o processo de envelhecimento e aumentar a longevidade”, completa Thaís. 

Em suma: a pesquisadora americana defende a teoria de que as pessoas têm o controle sobre seu envelhecimento e o poder de manter seus próprios telômeros, através de hábitos saudáveis, e destaca cinco como sendo superimportantes. Veja a seguir:

1. Dormir no mínimo sete horas toda noite.

2. Exercitar-se moderadamente – uma corrida leve ou caminhada acelerada três vezes por semana, por pelo menos 45 minutos, é suficiente, lembrando que, quanto maior o estresse, mais relevante é o papel do exercício.

3. Diminuir o consumo de açúcar – em 2014, um estudo feito com 5 mil americanos que tomavam mais de meio litro de refrigerante por dia mostrou que eles tinham 4,6 anos a mais de idade biológica.

4. Adotar dieta rica em ômega-3 (peixes, linhaça, chia, pistache, avelãs e amêndoas), grãos, verduras e frutas, descartando alimentos processados e refrigerantes.

5. Meditar – um antídoto eficaz contra a ansiedade e a depressão. Poucos minutos por dia já têm grande efeito.

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Por Ana Paula Ferreira | Fotos Divulgação

O universo feminino não para de inovar e receber novidades! Por isso, todo mês, a CORPO vai te mostrar os produtos que já chegaram ou devem chegar em breve às prateleiras. Confira abaixo os lançamentos do mês de OUTUBRO!

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Por Karine César | Foto Shutterstock | Adaptação web Ana Paula Ferreira

Que tal alongar o corpo durante o banho para fechar o dia com chave de ouro? Isso porque água quente aumenta a circulação de sangue no local e, com isso, ajuda a relaxar a musculatura. “O alongamento deve ser feito no pescoço, nos braços e nas costas, mas nunca nas pernas, pois há o risco de escorregar”, adverte Fabiana Murer, fisioterapeuta, ex-atleta e sócia do Insport, de São Paulo (SP). 

Como fazer

Comece de cima para baixo. Deixe a água escorrer no pescoço, incline a cabeça para a frente e faça uma leve pressão com as mãos,  mas sem exagerar. Sustente por 15 segundos e volte. Em seguida, deixe a água cair na parte de cima das costas. Cruze o braço direito à frente do corpo, na altura dos ombros, e, com a mão esquerda, puxe o seu cotovelo direito. Segure o mesmo tempo e repita para o outro lado. Lembre-se de que esses movimentos são voltados para o relaxamento — e não para a flexibilidade —, então devem ser realizados sem muita pressão.

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Por Carol Salles | Foto Shutterstock | Adaptação web Ana Paula Ferreira



Nunca se sabe o que pode acontecer na hora da atividade física. Então, que tal montar uma espécie de “caixinha de primeiros socorros” para ter sempre na mochila da academia? Marcus Prado, professor de Educação Física da Planet Sport, de São Paulo (SP), indica o que pode entrar.  Além disso, onde você malha é importante ter itens como gaze, tala, maca e colar cervical.

1. Absorventes ou tampões de reserva e lenços umedecidos,  caso a menstruação chegue bem no meio do treino.  

2. Sprays e pomadas para dores musculares e bolsa de gelo.  

3. Medicamentos previamente indicados pelo seu médico e que já está acostumada a usar, como analgésicos,  antitérmicos e antialérgicos.  

4. Curativos adesivos e spray antisséptico para o caso de algum ferimento leve.

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Por Isabela Leal | Foto Shutterstock | Adaptação web Ana Paula Ferreira



Encostar um coração no outro vai muito além de uma demonstração de carinho... “O abraço fortalece o sistema imunológico, nos fazendo adoecer menos e nos curando mais rapidamente de desequilíbrios orgânicos, como febre, gripe ou inflamação. Ele reduz inclusive a sensação de dor e tristeza, acalma o coração e traz alegria, pois estimula a produção de ocitocina – conhecida como ‘hormônio dos vínculos emocionais’”, diz Vanessa Ary, nutricionista da Altea Nutrição Funcional, de São Paulo (SP), que segue uma linha de nutrição e tratamento integrativa. 

“Não é só a comida que nos alimenta; bem-estar e felicidade também nutrem e influenciam na bioquímica do corpo. Um abraço carregado de carinho e amor pode então equilibrar os níveis de estresse do organismo, fazendo com que diversos nutrientes – como o zinco, por exemplo, que nessa hora é desviado para reduzir o cortisol – sejam de fato direcionados para todos os outros sistemas que deles necessitam (digestão, imunidade, cabelo, pele etc.)”, completa ela.

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Por Diana Cortez | Fotos Arquivo Pessoal | Adaptação web Ana Paula Ferreira



A empresária Diana P. G. Santos, de Passos (MG), sempre foi magrinha. Mas, há dez anos, viu essa realidade mudar. “Casei e comecei a ganhar peso. Fiquei grávida aos 23 anos e tive muita dificuldade de voltar para os meus originais 50 quilos”, conta.  Diana até conseguiu eliminar parte do peso, mas os ponteiros estacionaram nos 58 quilos e ela desanimou. “Parei a atividade física e desencanei de tudo. Engordei mais 8 quilos e fui parar nos 66! Estava com 42% de gordura e apenas 23% de músculos.”

Quando batia o desespero, ela deixava de comer o que gostava.  Mas bastava ficar ansiosa para voltar aos velhos hábitos: chocolate,  sorvete, açaí com creme de avelã,  leite condensado... Para piorar, Diana ficava muitas horas sem se alimentar,  achando que perderia os quilos que ganhou.

Aos 29 anos, sedentária e com baixa autoestima, Diana tinha pouca energia, mas achava que era um reflexo da idade. Até que uma viagem com duas amigas a Balneário Camboriú (SC) a fez enxergar a realidade. “Fiquei assustada ao ver o meu corpo cheio de celulite e gordura. Um das minhas amigas, com 20 anos a mais, estava bem melhor do que eu. Então, decidi ali que iria mudar!” 

Quando voltou, uma amiga a chamou para fazer uma degustação de shakes por três dias. “Adorei o resultado. Eliminei peso e achei muito prático, pois estava trabalhando até tarde por conta do Natal e não tinha tempo para cozinhar. Substituí os meus lanches por shake.” Aliado a isso, ela passou a consumir mais água, fibras e chás. “Também deixei os refrigerantes e reduzi a bebida alcoólica. Para minha surpresa, depois de 90 dias, estava 10 quilos mais magra. Até chorei de emoção!” 

Diana resolveu intensificar o resultado investindo em aulas de pilates cross.  Ela continuou usando o shake no café da manhã e manteve as refeições equilibradas, caprichando na proteína. Resultado? “Emagreci 4 quilos e aumentei minha massa muscular para 31%. Ganhei uma definição abdominal que nunca tive”, comemora.

Os segredos do sucesso da Diana

Capriche na proteína

“Inclua alimentos ricos nesse nutriente em pelo menos três refeições, pois saciam por mais tempo e são termogênicos.”

Desafie-se!

“Experimente colocar metas de seguir uma alimentação saudável por três dias, 15 dias, um mês, dois meses... Você vai se empenhar e se motivar com o resultado!”

Malhe sempre

“Pratique uma atividade física que te dê prazer todos os dias! Assim, ela se torna um hábito gostoso e não uma obrigação.”

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Texto Mariana Vieira | Edição Isabela Leal | Foto Shutterstock | Adaptação web Ana Paula Ferreira



A Medicina Chinesa possui diversas técnicas que podem ser empregadas para melhorar o bem-estar. Entre elas estão a acupuntura, a fitoterapia e técnicas de massagem, meditação e respiração.  

Segundo Marta da Cunha, nutricionista e fitoterapeuta especialista em Medicina Chinesa, de São Paulo (SP), também é possível relaxar e “esvaziar a mente” com a ajuda de um bom escalda- pés com ervas aromáticas. Abaixo, você confere a receita que promete te ajudar a ficar leve, leve!

Utensílios e ingredientes

1 balde grande
Água quente
1 xíc. (chá) de sal grosso
Óleo essencial de lavanda (pode ser substituído por 2 saquinhos de chá de camomila, erva-doce ou por folhas de alecrim)

Modo de preparo

Ferva a água e coloque no balde.  Acrescente o sal grosso, o óleo essencial e, assim que a temperatura estiver suportável, repouse os pés dentro do preparo. Tome cuidado para não queimar os pés. Relaxe-os. Fique com eles na água de 10 a 20 minutos ou até quando estiver mais morna. Não é recomendado deixar esfriar por completo, porque o efeito se perde. Seque bem os pés e coloque meias para protegê-los e mantê-los aquecidos.

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Texto Mariana Vieira | Edição Isabela Leal | Foto Escala Imagens | Adaptação web Ana Paula Ferreira



Os hábitos alimentares estão intimamente ligados ao modo pelo qual a população dorme. De acordo com Gisele Paula Vieira, nutricionista e especialista em Terapia Nutricional, da Matterclin, de São Paulo (SP), estudos recentes mostram que excessos ou reduções de macronutrientes, como carboidratos, proteínas e gorduras, influenciam a qualidade do sono e a facilidade ou dificuldade de iniciá-lo ou mantê-lo durante o período noturno. “A carência de algumas vitaminas e minerais pode influenciar diretamente o sono, especialmente os ligados à melatonina, que é o hormônio indutor do sono, ao triptofano, que é o aminoácido que regula sua qualidade, e ao zinco e ao selênio, que são os minerais que modulam o estresse”, esclarece ela. Com isso, a alimentação, somada a hábitos de vida saudáveis, pode ser uma aliada no combate à insônia

A nutricionista aponta que o consumo de determinados alimentos, principalmente no jantar e na ceia, melhora a qualidade e a duração do período de descanso. Confira a seguir quais são os aliados do sono:

Moduladores do cortisol → abacate e aveia (principalmente o farelo de aveia).

Fontes de triptofano → carnes magras (vermelha, frango, peixes) e leguminosas (feijões, ervilha, lentilha, grão-de-bico).

Fontes de zinco e selênio → oleaginosas (castanhas, nozes, amendoim, semente de girassol e semente de abóbora).

Alimentos de baixa carga glicêmica → kiwi, banana, maçã, abacate, melão,  morango, coco, tapioca (sem recheio),  arroz (integral, cateto, 7 grãos, vermelho), cenoura, batata-doce,  inhame, batata yacon, cacau em pó, melancia, entre outros.

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Por Isabela Leal | Foto Shutterstock | Adaptação web Ana Paula Ferreira



Um recente estudo da Escola de Medicina da Universidade de Harvard (EUA) mostrou que as emoções positivas têm sido associadas a uma saúde melhor, longevidade e bem-estar. Por outro lado, a raiva, a preocupação e a hostilidade crônica aumentam o risco de desenvolver doenças cardíacas, à medida que as pessoas reagem a esses sentimentos com a pressão arterial aumentada e a rigidez dos vasos sanguíneos. 

Nem sempre é fácil manter um estado emocional otimista, porém um boletim publicado pela escola americana sugere que algumas premissas da Psicologia Positiva (PP) podem nos ajudar a ser mais resilientes e aponta três aspectos simples, pelos quais podemos começar. Fabiane Curvo (RJ), psicóloga especializada em PP, do Rio de Janeiro (RJ), dá dicas de como trazer isso para o dia a dia. 

Tire vantagem do que é bom

A maioria das pessoas está preparada para experimentar o prazer em momentos agradáveis, como as férias. Mas os pequenos prazeres diários, que trazem grande contentamento, podem passar despercebidos pelo simples fato de estar diluído no cotidiano. 

Na prática: o segredo é perceber o prazer quando ele ocorre,  desfrutando conscientemente da experiência à medida que ela se desenvolve. Essa clareza ajuda a construir a felicidade e a reconhecer os resultados emocionais que isso traz. Esse exercício requer foco, o que os psicólogos chamam de atenção plena. Caso contrário, a energia fica dispersa e não é possível enxergar os eventos gratificantes. A senha é transportar a mente para o “aqui e agora”. Não há consciência sem estar no presente. Uma boa maneira de se manter focada é fazer uma lista dos pequenos passos que você está dando para a conquista de seus objetivos, descrevendo todas as suas ações. Isso mostra grandes lições.

Aproveite seus pontos fortes

Antes de colher os benefícios de suas qualidades, é preciso saber quais são elas. Infelizmente, de acordo com um estudo britânico, apenas cerca de um terço das pessoas tem uma compreensão útil de seus pontos fortes. 

Na prática: se você não tem certeza de quais são esses aspectos positivos de sua personalidade, uma boa maneira de identificá-los é perguntando a alguma pessoa que você respeite e admire, e que a conheça bem, o que ela destacaria nesse sentido. Cada um tem uma habilidade; o que você tem o outro não tem e vice-versa. Um exercício útil é pensar em uma grande conquista da sua vida, como comprar uma casa própria, passar em um concurso, criar os filhos sozinha etc. Em seguida, escreva cinco qualidades que a ajudaram na realização desses objetivos. Pronto, estão aí seus pontos fortes.

Expresse sua gratidão

Agradecer é uma apreciação pelo que se tem. Quando reconhecemos a bondade na nossa vida, enxergamos pontos positivos nos outros e, assim, a gratidão ajuda a formar uma conexão com algo que vai além da experiência individual.  

Na prática: o ponto principal aqui é reconhecer as coisas boas ao nosso redor, mesmo em um dia em que tudo parece dar errado, sempre acontecem eventos positivos, mas é preciso enxergar. Ao fim do dia, faça uma lista (no papel ou mentalmente) de tudo de bom que aconteceu, seja uma gentileza na rua ou algum momento bom/divertido que aconteceu no trabalho, e reflita a respeito.

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Por Ana Paula Ferreira | Fotos Divulgação

O universo feminino não para de inovar e receber novidades! Por isso, todo mês, a CORPO vai te mostrar os produtos que já chegaram ou devem chegar em breve às prateleiras. Confira abaixo os lançamentos do mês de SETEMBRO!

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Por Carol Salles | Foto Shutterstock | Adaptação web Ana Paula Ferreira



Uma pesquisa realizada na universidade sueca Dalarna chegou a uma conclusão inusitada: pessoas que ficam acordadas até tarde têm quatro vezes mais chances de ter cáries do que aquelas que costumam dormir cedo. 

Isso indica uma associação entre hábitos de sono e frequência de escovação. A pesquisa verificou que quem ficava acordado até tarde “pulava” a escovação noturna. E, para piorar, muitos tinham o hábito de atacar a geladeira altas horas da noite.

Por isso, se você for uma pessoa noturna, lembre-se: evite alimentos ricos em carboidratos e açúcares (especialmente à noite), escove os dentes ao menos duas vezes por dia e, por maior que seja o cansaço, jamais vá para a cama sem limpar a boca.

“Enquanto dormimos, diminuímos a taxa de secreção salivar e com isso ocorre uma menor diluição das bactérias da cavidade oral, predispondo ao aparecimento de cáries”, esclarece Mário Groisman, dentista e mestre em Ciências Dentais pela Universidade de Lund, na Suécia, do Rio de Janeiro (RJ).

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Texto Marcela Zanetti e Vand Vieira | Adaptação Ana Paula Ferreira

Antes e depois de Talita Santos

Fotos Arquivo pessoal (antes) / BO Campos (depois)

Até os 16 anos, a podóloga Talita Santos, 25 anos, de Sorocaba (SP), nunca havia brigado com a balança, e nem percebeu as mudanças no corpo depois de conseguir o primeiro emprego, na época, como manicure. “Passava horas sentada, sem me alimentar ou comendo besteiras entre uma cliente e outra”, lembra. “Em sete anos, passei dos 56 para os 84 kg”, conta. Os sintomas de depressão não demoraram a aparecer. Ela não aceitava a própria aparência e se achava bem mais velha do que realmente era. “Comprar roupas era uma tortura. Ia de loja em loja e nada me servia. Experimentava todas as peças da maior numeração que existia e saía suando do provador. A frustração era total”, conta. Pouco tempo depois de completar 23 anos, Talita ficou grávida. O ganho de peso não foi grande – 8 kg –, mas a indisposição, a falta de ar e o cansaço, sim. 

Já com a filha nos braços e quando tudo parecia bem, veio o choque de realidade: Talita não se reconheceu em uma foto tirada pelo marido, em janeiro deste ano. “Chorei muito. Não fazia ideia de que eu estava tão gorda”, fala. “Decidi que tinha que mudar ou minha filha não teria uma mãe disposta com quem passear e brincar”, diz. 

O primeiro passo foi entrar em um grupo no Facebook com outras pessoas tentando emagrecer. Depois, iniciou a reeducação alimentar. “Diminuí a quantidade de arroz e variei as fontes de carboidrato, como batata e mandioquinha. Também cortei as frituras e passei a preparar mais assados, cozidos e grelhados.” Produtos industrializados e snacks supostamente saudáveis, como barra de cereal e cream cracker, também perderam lugar na nova dieta. 

Apesar de não ser muito fã de exercícios, Talita alternou caminhada e corrida durante processo de emagrecimento e, de quebra, conseguiu controlar o estresse e a ansiedade dessa fase. “Agora, pela falta de tempo, prefiro fazer treinos funcionais em casa, três ou quatro vezes por semana”, fala. 

Hoje com 59 kg, Talita garante que fez as pazes com o guarda-roupa e com a vida. “Tomei coragem para usar vestido, short e tudo o que eu quiser. Emagrecer foi libertador e influenciou até na relação com a minha família, já que estou muito mais feliz”, comemora.

Dicas da Talita

Mantenha o foco
Para escapar do desânimo diante de objetivos grandiosos demais – enxugar 20 kg, por exemplo –, vale a pena fracionar a meta, comemorando cada quilo perdido.

Encontre o que dá prazer 
Praticar atividades físicas não é – nem precisa ser – um sacrifício. Basta descobrir quais são as modalidades e tipo de ambiente que mais fazem você feliz.

Coma bem 
Pular refeições é sempre uma péssima ideia. Além de prejudicar o funcionamento do organismo, faz você querer comer em dobro depois. Invista em pequenas porções ao longo do dia, a cada duas ou três horas.

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Por Carol Salles | Foto Shutterstock | Adaptação web Ana Paula Ferreira



Já ouviu falar em osteopatia? Trata-se de uma terapia complementar de cuidado com a saúde que tem como objetivo restabelecer os movimentos naturais do corpo, devolvendo o equilíbrio, a boa postura e a capacidade de se adaptar melhor a posições prolongadas ou erradas. “Com o tratamento, os músculos relaxam, as inflamações diminuem, a dor passa e podemos prevenir futuros problemas crônicos e degenerativos”, explica Henri Pelletier, osteopata francês da NGO – Natural Global Osteopathy, do Rio de Janeiro (RJ).

Para chegar a esse resultado, o profissional utiliza o método de palpação e técnicas manuais diversas para tratar músculos, articulações, nervos, o tecido conjuntivo, o sistema circulatório e até órgãos internos. “As indicações são várias, tanto preventivas como curativas: dores musculares, articulares, abdominais, cefaleias, insônia, além de acompanhamento da gravidez e de atletas, por exemplo”, explica o osteopata.

Segundo ele, de uma a três sessões são suficientes para restaurar a mobilidade ideal. Em curto prazo, os benefícios são o relaxamento e o alívio das dores. Em longo prazo, o equilíbrio do organismo como um todo, restabelecimento dos movimentos naturais do corpo, bem-estar e saúde. Para encontrar um profissional qualificado, visite o site registrodososteopatas.com.br.

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Por Carol Salles | Foto Shutterstock | Adaptação web Ana Paula Ferreira



Estou com os olhos muito vermelhos. Como sei se é conjuntivite ou terçol?

A primeira é uma inflamação da camada que reveste a parte branca dos olhos e a superfície interna das pálpebras. Os sintomas são vermelhidão, sensibilidade à luz, secreção, lacrimejamento e inchaço. Geralmente é causada por vírus ou bactéria.

O terçol também é uma inflamação, mas de duas glândulas nas pálpebras. Os sintomas são muito semelhantes, e pode aparecer um abscesso na borda da pálpebra. “Quando isso acontece, há acúmulo de pus, células mortas e secreção”, conta Gustavo Bonfadini, oftalmologista do Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro (RJ). A conjuntivite pode ser contagiosa e deve ser avaliada por um médico. Já o terçol não é transmitido para outras pessoas e tem resolução espontânea.

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