Hoje, existem uma série de tratamentos para hiperidrose. Contamos a seguir os prós e contras de quatro métodos, veja e livre-se do suor excessivo

Texto Vand Vieira | Edição Giuliana Cury | Adaptação Ana Araujo

Conheça tratamentos para hiperidrose

Conheça as opções de tratamento para hiperidrose

Foto: Ella Dürst

Se você costuma transpirar o tempo todo e em uma quantidade relativamente grande (chegando a atrapalhar sua vida social e profissional) pode ser que faça parte de um grupo que chega a 2% da população brasileira, o que tem hiperidrose, um distúrbio em que há a produção descontrolada de suor independentemente da temperatura ou do humor. “Isso pode acontecer de forma generalizada ou em partes específicas do corpo, sendo mãos, pés, axilas e rosto os lugares mais comuns”, explica José Ribas, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica e cirurgião torácico do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo. Nesses casos, não há antitranspirante que dê jeito no suor excessivo e a saída é recorrer a tratamentos contra hiperidrose mais específicos, como os listados a seguir.

Toxina botulínica

Nos últimos anos, o poderoso recurso anti-idade ganhou finalidades terapêuticas e tem sido um dos queridinhos de quem procura nas clínicas dermatológicas a solução para o suor excessivo. “Utilizamos uma combinação de amido e iodo na região indicada pelo paciente para definir os pontos em que a toxina deve ser aplicada a fim de impedir que essas glândulas sudoríparas respondam aos impulsos do organismo”, esclarece Cláudia Savassi, dermatologista da Haute Dermatologia e Estética, de São Paulo.

Ponto forte: duração de até um ano.

Pontos fracos: o preço (de R$ 2.500 a R$ 3 mil, em média) e, dependendo da situação, são necessárias vááárias picadinhas. Em uma axila, por exemplo, o número varia entre 35 e 50 injeções (ui!).

Dica: procure profissionais experientes e não se esqueça de checar as contraindicações do produto. Gestantes, lactantes e alérgicos, sobretudo, devem passar longe.

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“Eles são capazes de inibir os neurotransmissores que estimulam a produção das glândulas sudoríparas”, afirma Ricardo De La Roca, urologista do Hospital São Luiz Jabaquara, de São Paulo.

Ponto forte: custo relativamente baixo.

Pontos fracos: os efeitos colaterais envolvem boca e pele ressecadas e constipação intestinal em graus variados e a sudorese pode voltar assim que o uso é suspenso.

Dica: automedicação, nem pensar! Somente um médico pode prescrever a dose e acompanhar o período que esse tipo de medicamento deve ser utilizado, sempre após uma avaliação individual.

Iontoforese

Procedimento em que recipientes com água ou eletrodos úmidos descarregam uma corrente elétrica contínua nas áreas do corpo que produzem o suor excessivo, estimulando-as ao máximo durante a sessão para que as glândulas trabalhem menos ao longo do dia.

Ponto forte: é uma boa alternativa para quem não se adaptou à toxina botulínica ou ao antitranspirante.

Ponto fraco: precisa ser feita diariamente, o que é inviável para quem não tem tanta disponibilidade.

Dica: opte por aparelhos que funcionem com intensidades menores.

Terapias complementares

Como a produção de suor pode ter origem e impacto emocional, qualquer tipo de atividade ou tratamento que ajude a reduzir os níveis de estresse e é válido.

Pontos fortes: aos poucos, você aprende a lidar melhor com o problema e, de quebra, adota um estilo de vida mais saudável e feliz.

Ponto fraco: não é tão eficiente se a questão for essencialmente física.

Dica: invista em terapias, ioga, acupuntura, massagens e esportes ao ar livre.

Revista Corpo a Corpo | Ed. 324

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