Acredite: até o suor tem um papel em nossa saúde! Confira como a transpiração influencia no funcionamento do organismo

Por Daniel Navas | Adaptação Ana Paula Ferreira

A transpiração ajuda nosso corpo a manter a

temperatura ideal / Foto Shutterstock

 Tem sensação melhor do que sair do treino pingando de suor, com o cabelo encharcado e a camiseta molhada? E não é só porque isso quer dizer que a aula foi boa. A transpiração também tem papel importante para a saúde: é responsável por manter a temperatura corporal estável em torno de 370C, adequada para que o organismo funcione como deve. 

Sempre que a temperatura corporal aumenta além desse nível, o cérebro envia sinais para as glândulas sudoríparas entrarem em atividade. “A transpiração é uma espécie de termorregulador natural do corpo. A perda de líquidos pela pele e mucosas é uma saída para manter o equilíbrio térmico do organismo”, explica Márcio Bacci, médico do esporte (SP).

Cheiro característico

Apesar do ponto positivo da sudorese, não dá para passar batido pelo odor ruim que algumas pessoas exalam quando transpiram. De acordo com o dermatologista Claudio Wulkan, de São Paulo, isso varia de uma pessoa para outra. “E se deve à presença de certos componentes no organismo, como ácido lático e outras substâncias, que, em proporções diferentes, favorecem o cheiro forte”, diz. 

Mas vale destacar que o suor, sozinho, não possui nenhum odor. O que acontece também é que nosso organismo abriga milhões de bactérias responsáveis pela defesa natural da pele. “Quando suamos, alimentamos esses pequenos seres, que sobrevivem e crescem em ambientes úmidos e ricos em nutrientes. Como se alimentam desse suor, as bactérias metabolizam e produzem excreções que podem resultar em um cheiro forte”, afirma a dermatologista Patrícia Maluly, de São Paulo. Para evitar desconforto, o indicado é uso de antitranspirantes, que, como o nome sugere, atuam na redução da transpiração. Desodorantes, diferentemente, apenas mascaram o cheiro. “O melhor é optar por comprar aqueles com ação bacteriostática, que vai impedir a proliferação das bactérias e prevenir o mau cheiro”, completa Bacci.

Regiões do corpo

Claro que a axila é a primeira região que lembramos quando se fala em suor. Mas há quem transpire bastante em outras partes do corpo, como atrás do joelho, embaixo dos seios, no pescoço, na cabeça. Se é o seu caso, pode ficar tranquila porque tudo isso é normal, afinal, temos glândulas sudoríparas espalhadas por todo o corpo. “Normalmente, regiões de dobras, como virilhas, atrás dos joelhos e embaixo dos seios, acabam sendo menos ventiladas, o que faz com que as glândulas precisem trabalhar mais para regular a temperatura local”, aponta Nelson Ferrari, dermatologista do Hospital Samaritano, na capital paulista.

Alerta para o suor em excesso

Algumas vezes, a transpiração independe da temperatura ambiente ou do esforço na academia e pode se tornar uma saia justa e tanto. Esse incômodo tem nome: hiperidrose. De acordo com Samar Mohamad El Harati, dermatologista da Rede D´Or São Luiz, em São Paulo, o problema pode se manifestar na infância ou adolescência, geralmente atingindo mãos, pés, axilas e cabeça, ou na fase adulta, quando a pessoa chega a suar no corpo inteiro, inclusive durante o sono. A doença não tem cura, mas sim controle com o uso de antitranspirantes específicos e procedimentos como aplicação de toxina botulínica e a simpatectomia. “No primeiro, a substância é injetada localmente e bloqueia o estímulo das glândulas sudoríparas”, explica a cirurgiã plástica Carolina Schafer, de São Paulo. A simpatectomia, indicada quando outros métodos não funcionaram, remove nervos que causam a liberação do suor pelas glândulas.

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