Terapia cognitivo-comportamental, psicanálise, psicodinâmica... são tantas vertentes que fica difícil escolher. Viemos aqui ajudá-la nessa tarefa, confira!

Texto Vand Vieira | Edição Giuliana Cury | Adaptação Ana Araujo

Qual terapia escolher?

Qual terapia escolher? Conheça os tipos e decida!

Foto: Christian Parente

Quando problemas de saúde estão descartados, mas a sensação de tristeza profunda e impotência persiste, vale investigar suas emoções. Contudo, qual terapia escolher? A psicanalista Cristianne Vilaça, de São Paulo, explica como algumas das principais linhas terapêuticas lidam com a depressão e qual é a mais indicada para o que você busca.

Se você é mais pé no chão

Quem quer algo mais direto e sem muito aprofundamento em questões inconscientes tem uma grande chance de se identificar com as terapias comportamentais – isso porque seu enfoque está muito mais relacionado a fatores concretos. Confira alguns exemplos.

Psicoterapias-comportamentais: basicamente, consistem em analisar os motivos que possam ter levado a pessoa à depressão, sempre evitando sentimentos ruins e estimulando emoções positivas.

Terapia cognitivo-comportamental: o foco está em incentivar o paciente a mudar sua percepção sobre si mesmo e o mundo à sua volta, revendo seu comportamento, crenças e valores.

Gestalt-terapia: essa corrente considera que a depressão não deve ser tratada de forma abstrata, e, sim, no meio sociocultural da pessoa, levando-a a buscar integração com todos os aspectos de sua personalidade e promovendo mudanças necessárias em seu estilo de vida.

Se você é mais aberta ao desconhecido

Acredita que o inconsciente pode, sim, revelar muito sobre a sua personalidade e o que ocorre em sua vida? Invista nas terapias analíticas, cuja proposta inclui também a observação de elementos mais complexos. Veja algumas delas:

Psicodinâmica: é uma linha da psicanálise que entende que a depressão deve ser tratada com ênfase na relação paciente/terapeuta, em um ambiente no qual haja total aceitação e empatia. Assim é possível tornar-se consciente dos mecanismos de defesa que estão desajustados.

Psicanálise: a depressão é analisada por meio de relatos para trazer à tona aspectos inconscientes que permitam a identificação da origem dos conflitos. O objetivo é o paciente encontrar em si mesmo as respostas que procura.

Psicologia analítica de Jung: defende a ideia de que a depressão tem sempre algo importante a dizer e precisa ser ouvida em diversos níveis. Além do diálogo, pintura, diário de sonhos e sandplay (utilizam-se objetos para recriar cenários em uma caixa de areia) podem fazer parte das sessões.

Revista Corpo a Corpo | Ed. 323

Assine já a CORPO e garanta 6 meses grátis de outro título