Não é só na balança que os efeitos da gordura são percebidos. A seguir, conheça as verdadeiras vilãs do organismo e corra delas!

Texto Vand Vieira | Edição Luciana Hruby | Adaptação Ana Araujo

Gordura acumulada causa danos ao corpo
Além do prejuízo na balança, gordurinhas acumuladas causam um estrago na saúde
Foto: Shutterstock

Existem três tipos de gorduras que são perigosos ao organismo: gordura subcutânea, gordura visceral e gordura ectópica. O primeiro, como o nome já entrega, é aquele que fica logo abaixo de toda a extensão da pele (epiderme e derme). “Sua função é armazenar energia, proteger os ossos e os músculos, formando uma espécie de barreira, e produzir adiponectina, hormônio que auxilia em vários processos metabólicos, como o aumento da sensibilidade à insulina, essencial para que o corpo transforme glicose em energia”, afirma o endocrinologista Bruno Halpern, coordenador do Centro de Controle de Peso do Hospital Nove de Julho (SP). Ironicamente, o excesso de gordura corporal está associado à inibição da produção de adiponectina.

A gordura visceral, por sua vez, é uma inimiga quase invisível – ela fica em meio aos órgãos do abdome, liberando citocinas pró-inflamatórias no organismo e diminuindo a sensibilidade à insulina.

Já a ectópica é semelhante à visceral, mas se instala em outras partes do corpo, como coração, fígado e pâncreas.

Veredicto: culpada!

Após a Food & Drug Administration (FDA), agência que regula alimentos e remédios nos Estados Unidos, ter dado um prazo de três anos para que as empresas do setor alimentício do país eliminem a gordura trans de seus produtos, a substância também está na mira das autoridades brasileiras. Usada para melhorar sabor, aparência e textura de muitos alimentos, a gordura trans é apontada como uma das responsáveis pela epidemia de obesidade e da quantidade expressiva de mortes por doenças cardiovasculares ao redor do mundo anualmente – 17,5 milhões, em 2012, de acordo com os dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em 2008, o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) fizeram um acordo para diminuir até 5% do total de gordura trans em alimentos processados e até 2% em outros produtos, como óleos e margarinas. O Ministério da Saúde afirma que, já em 2010, 93,4% das metas foram alcançadas pelas indústrias representadas pela Abia e que o debate acerca de uma medida similar em nível nacional será retomado em breve.

Revista Corpo a Corpo | Ed. 322