Por ainda não ter cura, prevenir a AIDS é fundamental. Saiba quais são as maneiras mais eficazes de se proteger

Por Livia Valim | Adaptação Ana Paula de Araujo

Camisinha previne AIDS

Camisinha é uma das maneiras mais eficazes de prevenir a AIDS

Foto: Shutterstock

Se a aids ainda é uma doença séria e sem cura, a única saída é se prevenir. Das maneiras de prevenir a AIDS, a camisinha continua sendo a forma mais fácil e está disponível para compra nas farmácias ou mesmo de graça nos postos de saúde. O ideal seria usá-la em todas as relações sexuais, pois a única pessoa que realmente pode cuidar de você é você mesma, não confie algo tão importante nas mãos de outra pessoa.

“A mulher deve enfrentar as doenças sexualmente transmissíveis e o HIV como sujeito autônomo  em sua relação de cuidados com a saúde. Está nas mãos dela negociar com seus parceiros sexuais as formas de prevenção”, enfatiza Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

O preservativo feminino também está disponível gratuitamente nas unidades de saúde do SUS. Entre casais estáveis e monogâmicos é imprescindível a realização de exames periódicos para comprovar que ambos estão livres do vírus. Mesmo assim, não é totalmente seguro abrir mão do preservativo. “Basta um dia, uma relação, para que aquele exame perca a validade”, lembra David.

Além da camisinha, existem outras formas de se prevenir, que dependem principalmente da detecção da doença. Daí a importância de todos realizarem testes frequentes. Pessoas contaminadas, por exemplo, podem reduzir a praticamente zeroo risco de transmissão se forem tratadas com os antirretrovirais. “Após 72 horas de contato com o vírus, também é possível receber uma medicação para que ele não se instale no organismo do receptor”, explica Vivian Iida Avelino-Silva, médica infectologista do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP (SP).

Nos Estados Unidos, já existem medicações preventivas, que bloqueiam a entrada do HIV em pessoas com risco elevado de contraí-lo. Ainda não há previsão para a chegada delas no Brasil.

Revista Corpo a Corpo | Ed. 316