Entenda a importância da vitamina D para o corpo, que ajuda a prevenir muitas doenças e problemas no fígado, e pode ser obtida através da luz solar

Por Rebecca Nogueira Cesar

vitamina D

Vitamina D ajuda a prevenir doenças como câncer, 

depressão, diabete e problemas no fígado

Foto: Danilo Borges

A vitamina D, obtida através da exposição à luz solar, desempenha um papel destaque no tratamento doenças como: diabetes tipo 2, câncer, depressão e problemas cardiológicos. Além disso, ela ajuda a evitar uma série de doenças no fígado.

“A vitamina D desempenha um importante papel na produção da glutationa (GSH), um antioxidantes do fígado, que ajuda a eliminar as toxinas celulares”, explica Marcial Carlos Ribeiro, diretor superintendente do Hospital São Vicente FUNEF.

A glutationa é uma das responsáveis por proteger o corpo de doenças, toxinas, vírus, poluentes, radiação, estresse oxidativo e o sistema imunológico. “Se glutationa suficiente não estiver disponível, as toxinas vão sobrecarregar o fígado”, explica Marcial.

Tratamentos à base do nutriente apresentaram melhora considerável em pacientes com fibrose hepática. “A fibrose hepática é causada principalmente por infecções crônicas do vírus da hepatite, como a hepatite B e C, o consumo de álcool, e a esteato-hepatite não alcoólica”, detalha Ribeiro.

Ana Luisa Vilela, médica nutróloga, explica que a vitamina D é considerada um pró-hormônio, ou seja, dá origem a vários hormônios importantes para o corpo. “Ela é sintetizada a partir de uma fração do colesterol, transformada sob a ação dos raios ultravioleta B do sol. Ela também está presente em alimentos – principalmente peixes de água fria –, mas sua concentração neles é pequena e seria suficiente para fornecer apenas 20% das necessidades diárias”, conta Ana Luisa.

A exposição ao sol em determinados horários, além favorecer a vitamina, também ajuda na absorção de cálcio, fortalecendo os ossos. O ideal é que, para que seja sintetizada a quantidade adequada, as pessoas tenham uma exposição de qualquer parte do corpo entre 20 e 30 minutos ao sol diariamente. Caso necessário, pode ser feita uma complementação com suplementos da vitamina, indicados por um médico de acordo com a necessidade individual de cada um.

É preciso estar atento aos níveis da vitamina D no corpo, que podem ser revelados em um exame de sangue. “A deficiência eleva em aproximadamente quatro vezes as chances de quedas, fraturas ósseas, sintomas depressivos, câncer de cólon e problemas cognitivos (de memória e da capacidade de raciocínio)”, revela a nutróloga.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, metade da população mundial tem menos vitamina D do que precisa. A insuficiência ocorre quando o exame de sangue aponta um concentração menor do que 30ng/ml. Valores abaixo de 10ng/ml caracteriza uma deficiência, ou seja, insuficiência grave. O normal é o valor estar igual ou superior a 30ng/ml e inferior a 100ng/ml.